LÍNGUAS INDÍGENAS DO BRASIL

O Brasil possui uma imensa diversidade étnica e linguística, estando entre as maiores do mundo. Segundo o Censo IBGE 2010, vivem no Brasil 896.917 mil índios, com 180 línguas distintas, distribuídos entre 241 sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,47% da população brasileira. Cabe esclarecer que deste dado populacional, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas indígenas. (FUNAI). Os números desta listagem são aproximados, devido aos inúmeros problemas e dificuldades enfrentadas ao se produzir um censo das populações indígenas no país, principalmente nos casos de etnias que estão distribuídas em várias terras indígenas, cujos censos foram feitos em épocas e instituições diferentes.

É importante frisar que as variadas culturas das sociedades indígenas se modificam constantemente e reelaboram-se com o passar do tempo, como a cultura de qualquer outra sociedade humana. No que diz respeito à identidade étnica, as mudanças ocorridas em várias sociedades indígenas, como o fato de falarem português, vestirem roupas iguais às dos outros membros da sociedade nacional com que estão em contato, utilizarem modernas tecnologias, não fazem com que percam sua identidade e deixem de ser indígenas.
É necessário reconhecer e valorizar a identidade étnica específica de cada uma das sociedades indígenas em particular, compreender suas línguas e suas formas tradicionais de organização social, de ocupação da terra e de uso dos recursos naturais. Isto significa o respeito pelos direitos coletivos especiais de cada uma delas e a busca do convívio pacífico, por meio de um intercâmbio cultural, com as diferentes etnias.

Há uma grande diversidade genética nas línguas indígenas do Brasil. Baseado no número de línguas aparentadas dentro de um grupo, há quatro famílias e/ou troncos maiores. Uma família linguística é um agrupamento de línguas procedentes de uma única língua. Exemplos de famílias linguísticas fora da América do Sul são: Germânica, Latina e Eslávica. Também há duas famílias de tamanho médio e várias famílias menores, bem como várias línguas isoladas.
Um tronco linguístico é um agrupamento de famílias linguísticas procedentes de uma só língua. A relação entre estas famílias é mais distante em termos de tempo de separação. Por isso, as diferenças entre línguas de famílias diferentes são maiores do que as entre línguas da mesma família. Por exemplo, o tronco Indo-Europeu inclui as famílias Germânica, Latina, Eslávica, e várias outras famílias.

Uma língua isolada é uma língua que não evidencia nenhum relacionamento genético com outras línguas.
Agrupamentos maiores: Arawak (também chamado Maipuran por alguns linguistas fora do Brasil), Carib, Macro-Gê e Tupi.
Famílias de tamanho médio: Pano, Tucano.
Famílias menores: Arawá, Kariri, Katukina, Makú, Mura-Pirahã, Nambikuara, Yanomami.
Línguas isoladas: Ticuna, Aikaná, Koiaiá, Jabuti, Kapiwana, Trumai, Máku, Awaké, Irantxe.
Fonte: Aikhenvald, Alexandra, 1996. Amazonian Languages. Manuscrito preparado para o Terceiro Instituto Australiano de Lingüística, Canberra, Australia. 1-12 de Julho, 1996.

Línguas ameaçadas no Brasil
Aproximadamente 38% das línguas da América do Sul são consideradas "ameaçadas" porque são grupos pequenos com população de 600 pessoas ou menos. Usando este critério, são 133 línguas ameaçadas no Brasil. Destas, 105 têm uma população de 225 ou menos.
Fonte: Mary Ruth Wise, 1994.


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